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E ontem, dia 27 de agosto, a HBO exibiu o último episódio da 7º temporada de Game of Thrones. Se você está vivendo nos últimos 7 anos em uma caverna, ou estava em coma, e não sabe do que estou falando, então vai aqui uma pequena explicação. A série produzida pela HBO é a adaptação televisiva da série de livros Cronicas de Gelo e Fogo escrito pelo americano George R. R. Martin. A saga segue as ambições, batalhas e traições das famílias nobres de um continente fictício chamado Westeros. Vale a leitura. Mas, o resto deste texto é para quem acompanha a saga e assistiu ao episódio de ontem.

A sétima temporada foi muito curta, se comparada com as outras. Ao contrário dos 12 episódios tradicionais, tivemos apenas 7. A explicação apresentada para isso é por conta do alto custo de produção por episódio. Porém, a meu ver, não dá mais para enrolar a história. O planejamento inicial é que cada temporada focasse em um dos livros da saga. Tanto que a série leva o nome do primeiro volume (depois de Guerra dos Tronos tivemos Fúria dos Reis, A Tormenta de Espadas, O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões). Porém, o que todos temiam aconteceu. A série se desenvolveu mais rápido do que a capacidade do autor em concluir a saga de livros. O próximo volume, Ventos do Inverno, já foi adiado várias vezes e não tem previsão de ser lançado.

Por isso, os produtores tiveram que avançar a história e partir para sua conclusão sem ter a história dos livros como base. Esse sétima temporada tem como função realmente dar uma finalização. Todas as intrigas políticas ainda continuam, mas o foco é na ação. Os diferente núcleos se encontraram e, até certo ponto, convergiram para a grande batalha contra o Rei da Noite e seu exército. Grandes mistérios (que se iniciaram nos livros) foram revelados e tudo caminha para o descobrimento do verdadeiro herdeiro do trono. E pelo menos dois personagens odiados tiveram a devida justiça.

Porém, a impressão que fica é que tudo aconteceu muito rápido. Daenerys levou seis temporadas para finalmente voltar para casa e parece que quer resolver tudo em apenas 7 episódios. Porém, a série continua cativante. Foi uma longa tradição cativando um público gigantesco e isso não de desfaz de uma hora para outra. Muita gente reclamou que o roteiro dessa temporada está muito enxuto, muito simples, mas voltamos à necessidade de conclusão da história. Uma hora isso precisa terminar. Do ponto de vista da diversão tudo continua no lugar. Em pelo menos 3 episódios o seu coração vai parar no final. Tudo o que os verdadeiros fãs querem ver.

O ponto negativo, a meu ver, é que a série está dando algumas conclusões que todos os fãs dos livros gostariam de ver. Como a identidade verdadeira de Jon Snow. Isso é negativo pelo fato de sabermos que  George R. R. Martin é uma pessoa muito difícil de lidar e que, provavelmente, ele não vai dar aos livros o mesmo final que a série, mudando consideravelmente o destino dos personagens. Esperemos ter então duas épicas conclusões, uma na TV e uma nos livros.

 

O tempo passa, o tempo voa. Se você reconheceu esse fragmento então você tem idade para lembrar do lançamento do MTV Unplugged de Eric Clapton. A MTV, para quem é novo, organizava o evento Unplugged onde convidavam um grande astro da música para uma sessão acústica de suas principais músicas. Também houve uma versão nacional chamada Acústico MTV que foi responsável pelo ressurgimento comercial de muitas bandas de rock da década de 80 ( o Ira! principalmente). Mas, a versão brasileira do programa sempre teve um monte de firulas e não era totalmente acústica (o do Legião Urbana escapa dessa).

Eric Clapton já era considerado um dos monstros da música quando foi convidado para gravar esse Unplugged. E, para perpetuar o crime perfeito, ele cercou se de grandes músicos para fazer versões calmas, porém animadas, de grandes sucessos de sua carreira e do blues como um todo. Junto com ele estavam o baixista Nathan East, o baterista Steve Ferrone, o percussionista Ray Cooper, o pianista Chuck Leavell, o guitarrista Andy Fairweather Low e as backings vocals Katie Kisson e Tessa Niles.

Junto a esse time vencedor, temos canções arrebatadoras que ficaram incríveis nas versões mais intimistas do disco. Destaques vão para Lonely StrangerRunning On FaithWalkin’BluesSan Francisco Bay Blues e Malted Milk. Porém, não podemos negar que duas músicas são as principais deste disco. A primeira é Layla que ficou absurdamente diferente do original, mas ganho uma força absurda com os acordes mais lentos. E a outra é Tears In Heaven, composta em homenagem ao filho morto do guitarrista e que carrega uma carga emocional absurda. Porém, o trunfo do disco é o clima de música de barzinho que permeia toda a apresentação. Sem firulas, sem enfeites, sem grande tecnologia. Apenas uma galera muito talentosa executando músicas incríveis para uma plateia pequena, porém muito animada.

O MTV Unplugged de Eric Clapton foi lançado em 25 de agosto de 1992 e vendeu a bagatela de 26 milhões de cópias em todo o mundo e ganhou  três Grammy Awards em 1993. Eu demorei muito para comprar esse disco, pois o preço dele sempre foi altíssimo e demorou muito a entrar em patamares aceitáveis. Hoje você pode encontrar ele em bancas de promoções (se você gosta, assim como eu, de ter o CD em sua casa). Porém, não existe motivo para não ter esse disco em casa se você gosta de boa música.

A Netflix vai dominar o mundo? A empresa chegou ao mundo do entretenimento apresentando um catálogo interessante de filmes e séries que não eram necessariamente lançamentos, mas pegou quem curte assistir coisas bacanas ou até mesmo que fizeram parte do seu passado. Com o tempo filmes mais novos foram sendo adicionados e hoje a empresa consegue colocar no ar produções que estavam no cinema  a pouco tempo (como os filmes Até o Último Homem e O Espaço entre Nós) e até fazer suas próprias produções. A empresa nem sempre acerta, mas tem entregado uma quantidade considerável de bons filmes e séries.

Um destes bons filmes é Onde Está Segunda? A história aqui é bem simples, porém muito familiar para a espécie humana. Em um futuro próximo a raça humana quase destruiu o clima com o uso de combustíveis fósseis e a necessidade de alimentar a superpopulação. Tempestades de areia inviabilizaram a agricultura na maior parte do mundo. Desesperados, os políticos colocaram o futuro da humanidade na mãos dos cientistas que criaram uma nova geração de plantas geneticamente modificadas que resistiriam aos extremos climáticos. Porém, embora o problema da fome tenha sido resolvido, as plantas modificadas causaram um novo problema: o aumento gigantesco de nascimentos duplos (gêmeos) e problemas genéticos. Ou seja, resolve-se o problema da fome e multiplica-se o problema da superpopulação.

Para controlar o crescimento da população é instaurada a Lei do Filho Único pela bióloga Nicolette Cayman (Glenn Close). As pessoas podem ter apenas 1 filho. Quem tiver mais terá que ficar apenas com um e entregar os outros para serem colocados em sono criogênico. A promessa é que eles ficarão dormindo até a tecnologia encontrar uma forma de adequar as necessidades da população à quantidade de recursos naturais.

É nesse contexto que conhecemos Terrence Settman (Willem Dafoe) que acaba de saber que a filha morreu ao dar a luz à 7 filhas. Desesperado e não querendo entregar seis das meninas para o Departamento de Alocação Infantil, ele cria um plano para manter todas. Ele vai criar elas como se fossem apenas uma e cada uma tem o direito de sair em um dia da semana e viver parte de uma mesma vida. Para facilitar o trabalho ele batiza cada uma das meninas com o seu respectivo dia da semana. E assim as meninas, vividas pela atriz sueca Noomi Rapace, vivem a vida de Karen Settman, sendo que cada dia da semana uma delas sai de casa com essa identidade. Tudo funciona muito bem durante 30 anos até que Segunda Feira não volta para casa um dia. O filme se desenvolve com a tentativa das seis remanescentes tentando achar a irmã desaparecida. 

O filme tem a velha forma do trilher de ação em uma busca desesperada pela verdade. No caminho vamos descobrindo que, mesmo idênticas geneticamente, as irmãs possuem personalidades bem diferentes e cada uma tem algo a oferecer para o caminho que estão seguindo. Porém, o roteiro inova ao não seguir a linha tradicional desse tipo de filme e mostrar que nenhum personagem, por mais importante que seja, está livre de ser poupado. O final é muito bacana e mostra verdades que você realmente não espera.

Um filme de ação, com uma pitada de suspense e mistério. Vale a pena dar uma olhada. Um bom entretenimento. Onde está Segunda? já está disponível na Netflix. Não perca tempo.

Esse disco tem uma importância muito bacana para mim. Foi o primeiro disco de Heavy Metal que comprei em minha vida. Era o ano de 1991. O Sepultura seria uma das atrações do Rock in Rio e, como o disco ainda não estava completo, foi lançada uma versão prévia no mercado brasileiro. Eu tinha 14 anos na época e depois de economizar por algum tempo, comprei esse que foi meu primeiro disco de vinil.

A capa era diferente e essa versão antecipada não possuía o cover de Orgasmatron (Motorhead) que apareceu na versão brasileira e europeia do disco. Mas, lembro bem da sensação de ouvir pela primeira vez em casa a batida violenta de AriseDead Embryonic CellsDesperate Cry Under Siege.
Admito que, embora seja um bom disco, não é o meu preferido do Sepultura, mas foi o mais marcante por ser o primeiro.
Arise abriu as portas do mundo para a banda brasileira tornando-os o principal produto de exportação da música pesada nacional. O disco também foi responsável pelo lançamento de um vídeo clipe bem bacana da música título.

Nada melhor do que começar essa viagem musical com um dos discos mais icônicos da carreira solo de Roger Waters, baixista e vocalista original do Pink Floyd. Lançado em 1992, Amused to Death não teve uma recepção calorosa pelos críticos americanos, mas foi muito bem cotado entre os antigos fãs do Pink Floyd. Na realidade, o disco é denso e uma audição um pouco espinhosa para os não iniciados no estilo.
Eu conheci o disco em 2012 quando participei de um encontro de audiófilos em Londrina-PR. Ele estava disponível para audição em uma das salas. Foi amor a primeira vista, mesmo tendo ouvido apenas a segunda faixa "What God Wants, Part I". Outras faixas poderosas são The Bravery Of Being Out Of Range,Too Much Hope e Amused to death.
O disco conta com participações especiais de Jeff Beck e Don Henley do Eagles.