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Fotografia é, basicamente, luz. Entender os conceitos de intensidade e qualidade de luz é o único caminho para você se tornar um profissional de alta qualidade. O flash é um dos aparelhos essenciais na vida de qualquer fotógrafo. Eu vejo muita gente falando por ai que odeia a luz do flash, que ela não é natural, que o efeito é muito artificial.  Isso é normal em pessoas que não sabem como utilizar a luz do flash para melhorar o seu trabalho. Eu utilizo flash para praticamente tudo, inclusive sessões de retrato externo. Um dos grandes problemas que encontramos na fotografia profissional é basicamente a usabilidade das unidades de flash.

Conheço muita gente que está trocando os grandes flashes de estúdio por unidades de flash dedicado. Eles são pequenos, podemos levar para qualquer lugar em uma bolsa, e você elimina completamente aquele monte de fios e necessidades de várias tomadas no estúdio. O problema é que uma unidade de flash dedicado (seja Canon ou Nikon) é muito mais cara do que a maioria dos flashes atuais de estúdio (desde as unidades chinesas até as marcas mais conhecidas). Mas, levando em conta minha experiência, é uma transição muito bacana de ser feita desde que você tenha dinheiro para investir.

Pensando nessa dicotomia entre flash de estúdio e flash dedicado, a Profoto está lançando o primeiro modelo do que ela chama de menor flash de estúdio do mundo. Ele é um flash compacto, com disparo em TTL (Canon e Nikon) e manual. O Profoto A1 possuí uma cabeça redonda com encaixes magnéticos para os mais diferentes tipos de acessório. Pode ser disparado tanto na sapata da câmera quanto fora. Ele é alimentado por uma bateria de Li-ion com capacidade para 350 disparos em carga máxima e um tempo de reciclagem de 1,2 segundos. A bateria é recarregável e leva cerca de 80 minutos para carregar uma carga completa. A empresa garante que essas características fazem do A1 um flash mais rápido do que qualquer outro. Além de todas essas características, o A1 ainda possuí uma luz de modelagem, trazendo para os flashes compactos uma das grandes vantagens dos equipamentos de estúdio.

O pessoal do Petapixel já teve a oportunidade de testar um dos equipamentos e as conclusões foram extremamente positivas. O flash tem potência elevada de iluminação, bateria com longa durabilidade, menu amigável e fácil de ser utilizado e tempo de reciclagem aceitável para as mais variadas produções fotográficas. Infelizmente, toda essa tecnologia possui um preço elevado. Cada unidade do Profoto A1 vai chegar ao mercado custando US$ 995,00. Uma bela facada para quem está com o caixa baixo, mas um investimento cujo retorno é garantido.

direito autoral internet

Direito Autoral é um tema cada vez mais em destaque em tempos de internet e redes sociais. De um lado temos fotógrafos desesperados para protegerem suas obras utilizando marcas d'água cada vez maiores e sistemas que desabilitam o botão de copiar nos navegadores, e do outro temos os usuários da internet que se utilizam das imagens encontradas no google para fazer montagens, cartazes e utilizar em blogs. A maior parte destes usuários não tem o minimo conhecimento da legislação de diretos autorais e não faz isso por maldade. Mas, toda obra intelectual, inclusive fotografias, estão protegidas pela Lei e devem ser respeitadas. Estar na internet não quer dizer que é público. Sempre possui um dono.

Mas, as vezes o caso se torna um pouco mais complicado e você percebe que o tal jeitinho brasileiro pode existir em várias partes do mundo. Veja esse caso que aconteceu na Suíça. A "fotógrafa" Madeleine Josephine Fierz foi desclassificada de dois concursos fotográficos onde havia ganhado prêmios por ter se utilizado de fotos de outra pessoa.

A imagem em questão, que está no início do texto, foi feita pelo fotógrafo tailandês  Sasin Tipchai que a colocou no site Pixabay com licença  CC0. E o que isso quer dizer? Nas palavras do próprio Creative Commons:

"A pessoa que associou um trabalho a este resumo dedicou o trabalho ao domínio público, renunciando a todos os seus direitos sob as leis de direito de autor e/ou de direitos conexos referentes ao trabalho, em todo o mundo, na medida permitida por lei. Você pode copiar, modificar, distribuir e executar o trabalho, mesmo para fins comerciais, tudo sem pedir autorização."

Porém, mesmo com a foto sob essa licença você não pode dizer que ela é de sua autoria. E foi o que Madeleine fez. Ela baixou a foto, fez algumas modificações via software e apresentou a imagem como sendo de sua autoria para os concursos Moscow International Foto Awards (MIFA), onde ficou com o primeiro lugar, e o Fine Art Photo Awards onde conseguiu a 2º colocação. Assim que o resultado dos dois concursos vieram à público o verdadeiro autor da foto se manifestou e ela acabou perdendo os dois prêmios.

Segundo ela, em sua compreensão, o fato de ter feito modificações digitais nas fotos lhe conferia a autoria das mesmas. Infelizmente a totalidade dos concursos de fotografia exige que a autoria seja da pessoa que enviou a foto. Se ela realmente pensa isso ou se tentou ser "esperta" nunca vamos saber. Mas, se a internet propicia que imagens sejam utilizadas sem autorização, ela também permite que sejam descobertas esse tipo de situação.

megapixels

Quando a fotografia digital começou, tudo era novidade e a tecnologia ainda era básica. Havia muita coisa para ser desenvolvida e cada geração de câmeras daria um salto significativo de vista tecnológico. Esse desenvolvimento mostrou aos fabricantes de câmera que seria possível levar o consumidor a trocar de câmera constantemente, para sempre estar com um equipamento mais moderno. Porém, a característica que os levaram a alardear como motivo para a troca de câmeras foi a resolução do sensor fotográfico. Por conta disso começou uma disputa para ver quem apresentava a câmera com mais megapixels. Esse momento da história da fotografia nós costumamos chamar de guerra dos megapixels.

Resolução da sua câmera digital é uma característica técnica que tem relação apenas com o tamanho máximo de impressão da imagem em papel. Somente isso. Na verdade, na maior parte dos casos, uma quantidade elevada de megapixels pode até ser prejudicial para a qualidade de imagem. Veja como isso acontece no vídeo abaixo.