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E no dia 13 de julho comemoramos no Brasil o Dia Mundial do Rock. Sim, no Brasil, pois a data é totalmente desconhecida no resto do mundo. Invenção de brasileiro. Nesse podcast vamos acionar mais uma vez a nossa rádio musical e ouvir 10 músicas em homenagem ao Dia Mundial do Rock.

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Quando comecei a ouvir Heavy Metal existiam poucas mulheres no meio. Tudo era basicamente dominado por homens. E não estou falando só dos artistas. Isso acontecia com os fãs também. Hoje as coisas mudaram um pouco. Aina não é um número equiparado entre os sexos, mas as mulheres estão encontrando o seu espaço dentro da cena metal com o passar dos anos.

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E quando você percebe que um disco que gosta muito está completando 30 anos? Motivo para alegria, relembrar todas as músicas e, inevitavelmente, se preparar paras as edições especiais que serão lançadas para sugar o seu dinheiro. Não poderia ser diferente com o Guns N' Roses.

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Sim, os mestres do Heavy Metal estão de volta. Sinceramente, não sou o fã de carteirinha do Judas Priest. Muita coisa que eles fizeram eu não gosto, mas tenho alguns álbuns da banda como preferidos aqui na estante. Não podemos deixar de citar Painkiller (disco que moldou o caráter de uma geração) e o  British Steel que possui a música Breaking the Law, uma composição quase perfeita.

Porém, nem tudo são flores para a banda. Eles acabaram sofrendo do mesmo problema do Iron Maiden. Em um dado momento o vocalista ficou de saco cheio e saiu da banda. O Judas encontrou um novo frontman (Tim "Ripper" Owens), que era bacana, mas não segurou o rojão junto aos fãs. Já Robb Halford começou sua carreira solo com uma banda muito parecida com o Judas e depois enveredou por muitas bizarrices musicais. Logo ficou claro para as duas partes que ninguém iria ganhar dinheiro como antes e decidiram voltar a tocar juntos com aquela velha história de que a música falou mais alto.

Depois disso lançaram um disco que parecia ser o retorno da banda nos trilhos (Angel of Retribution em 2005) e dois outros álbuns que ficaram um pouco abaixo do que a galera estava esperando (Nostradamus em 2008 e Redeemer of Souls em 2017). Agora eles estão prestes a lançar um novo disco chamado Firepower e algo parece ter mudado, ou simplesmente voltado ao que era. Provavelmente alguém deu um toque para eles que a coisa estava degringolando e que era necessário uma volta às raízes para garantir o dinheiro dos boletos.

Então nos chega agora o clipe da música Lightning Strike onde podemos ver o Judas Priest em sua velha forma. Vejo aqui uma sonoridade anterior ao Painkiller, antes da influência da música americana. Puro e velho Heavy Metal Britânico. O disco chega às lojas no dia 9 de março e mal posso esperar para ouvir todas as faixas. Preparem-se para as guitarras rasgadas de Glenn Tipton e Richie Faulkner, a bateria ensandecida de Scott Travis, o baixo raivoso de Ian Hill e a voz do Deus (ou Deusa) do Metal  Rob Halford.

O Manowar sempre foi uma banda zoada, principalmente no começo da carreira. Eram 4 caras com corpo besuntado de óleo, roupas que lembravam os quadrinhos do Conan e uma temática de morte aos falsos (seja lá o que isso queira dizer). Tudo muito engraçado e, por quê não, gay. Mas, eles pagavam de machões, andavam em suas motos e se diziam os arautos do verdadeiro Heavy Metal. Vejam a foto abaixo e tirem suas próprias conclusões.

Mas, a música dos caras são muito legais. Um Metal simples e direto, sem firulas, com nível técnico até limitado, mas empolgante. Resumindo, sou fã da banda, embora tenha várias críticas quanto há alguns posicionamentos da galera.

Quando era moleque, no começo de minha grande jornada no mundo do rock, tive em minhas mãos o vinil do álbum Fighting de World que foi lançado em 1987. E digo que foi uma mudança gigantesca em minha cabeça. Foi o primeiro disco desse tipo de música que tive acesso e algumas das composições do álbum são avassaladoras. O lado B do disco é absolutamente perfeito com 3 músicas incríveis: Defender, Holy War e Black Wind, Fire and Steel.

A música Defender começa com um dedilhado épico na guitarra e um discurso feito por  Orson Welles. O disco foi lançado em 1987, dois anos depois da morte de Welles, mas temos aqui sua voz imortalizada. Essa é, sem dúvida, a música que define, para mim, o que é o Manowar.

O lado A do disco é menos épico, mas possui composições muito legais, como a faixa título e Carry On. Aliás, essa última seria uma composição que nunca esperaria encontrar em um disco da banda. O ritmo é muito alegrinho, quase uma música Glam Rock. Mas, é muito boa e desafio qualquer um a não aumentar o volume quando ela começa.

O disco que tive em mãos era emprestado. Antes de devolver gravei uma fita K7 que se perdeu com o tempo. Quando as primeiras lojas de CD apareceram na cidade achei uma que aceitava encomendas. Sabia que o disco não tinha sido lançado oficialmente no Brasil e todas as cópias seriam importadas. Mas, disse ao vendedor que queria pedir o CD e não importava o preço. Só duas vezes na vida fiz isso.

Se você gosta desse estilo de música, então Fighting de World é uma produção para ter em sua coleção. É só não ligar para esse bando de homens besuntados em óleo e com cara de mal.

P.S. A capa do disco foi desenhada por  Ken Kelly que foi responsável por desenhar algumas revistas em quadrinhos do Tarzan e do Conan. O artista também trabalhou com artes para bandas como Rainbow e Kiss.

O tempo passa, o tempo voa. Se você reconheceu esse fragmento então você tem idade para lembrar do lançamento do MTV Unplugged de Eric Clapton. A MTV, para quem é novo, organizava o evento Unplugged onde convidavam um grande astro da música para uma sessão acústica de suas principais músicas. Também houve uma versão nacional chamada Acústico MTV que foi responsável pelo ressurgimento comercial de muitas bandas de rock da década de 80 ( o Ira! principalmente). Mas, a versão brasileira do programa sempre teve um monte de firulas e não era totalmente acústica (o do Legião Urbana escapa dessa).

Eric Clapton já era considerado um dos monstros da música quando foi convidado para gravar esse Unplugged. E, para perpetuar o crime perfeito, ele cercou se de grandes músicos para fazer versões calmas, porém animadas, de grandes sucessos de sua carreira e do blues como um todo. Junto com ele estavam o baixista Nathan East, o baterista Steve Ferrone, o percussionista Ray Cooper, o pianista Chuck Leavell, o guitarrista Andy Fairweather Low e as backings vocals Katie Kisson e Tessa Niles.

Junto a esse time vencedor, temos canções arrebatadoras que ficaram incríveis nas versões mais intimistas do disco. Destaques vão para Lonely StrangerRunning On FaithWalkin’BluesSan Francisco Bay Blues e Malted Milk. Porém, não podemos negar que duas músicas são as principais deste disco. A primeira é Layla que ficou absurdamente diferente do original, mas ganho uma força absurda com os acordes mais lentos. E a outra é Tears In Heaven, composta em homenagem ao filho morto do guitarrista e que carrega uma carga emocional absurda. Porém, o trunfo do disco é o clima de música de barzinho que permeia toda a apresentação. Sem firulas, sem enfeites, sem grande tecnologia. Apenas uma galera muito talentosa executando músicas incríveis para uma plateia pequena, porém muito animada.

O MTV Unplugged de Eric Clapton foi lançado em 25 de agosto de 1992 e vendeu a bagatela de 26 milhões de cópias em todo o mundo e ganhou  três Grammy Awards em 1993. Eu demorei muito para comprar esse disco, pois o preço dele sempre foi altíssimo e demorou muito a entrar em patamares aceitáveis. Hoje você pode encontrar ele em bancas de promoções (se você gosta, assim como eu, de ter o CD em sua casa). Porém, não existe motivo para não ter esse disco em casa se você gosta de boa música.