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Finalmente Vingadores - Guerra Infinita, está entre nós. Impossível ficar sem falar sobre o filme de super-heróis da Marvel que se transformou na enorme conclusão de 10 anos de filmes. Nesse episódio vou falar sobre o novo filme dos Vingadores, todo o caminho até esse grande épico do cinema e como o vilão Thanos foi bem representado nessa aventura cinematográfica.
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E saiu o trailer da mais nova aventura do universo cinematográfico da Marvel. Vingadores- Guerra Infinita, pode ser considerado o desfecho de tudo o que foi filmado até agora. Todas as aventuras solo dos personagens da Marvel no cinema envolviam a descoberta das Joias do Infinito e os esforços de Thanos para encontrá-las. Na realidade, desde o final do primeiro filme dos Vingadores estamos esperando essa aventura e, para todos nós, isso demorou muito.

Nos quadrinhos, as Joias do Infinito são o que restou de um ser cósmico primordial que criou o Universo. Thanos explica, em Silver Surfer nº44, que as Joias do Infinito faziam parte de um ser onipotente que vivera havia milênios, mas julgando sua existência sem sentido e intolerável, cometera suicídio. Das cinzas desse ser surgiu o Universo e as joias são a alma reencarnada dessa criatura. Cada uma delas confere a seu possuidor o poder total sobre um aspecto da realidade. Então temos as joias do espaço (azul), mente (amarela), alma (laranja), realidade (vermelha), tempo (verde) e poder (púrpura). Quem conseguir todas as joias será onisciente, onipotente e onipresente. Ou seja. será Deus.

A busca pelas Joias gerou algumas sagas bem bacanas no Universo Marvel sendo que a primeira delas, Desafio Infinito, foi publicada no Brasil em 1995. Nela, Thanos utiliza as joias para dominar o universo e cumprir o desejo da mulher que ele ama, ninguém menos do que a Morte (uma das entidades místicas da Marvel). A Morte quer, simplesmente, que o Titã extermine metade dos seres vivos do universo.

Ao que parece o novo filme dos Vingadores vai focar nessa primeira saga, onde Thanos está coletando todas as joias e vai desafiar todos os heróis para uma batalha épica. Isso também é o motivo de a história ser desenvolvida em dois filmes.

Vingadores Guerra Infinita estreia no dia 26 de Abril no Brasil.

Ontem foi o lançamento de Liga da Justiça (Justice League- 2017) no Brasil e eu estive lá para acompanhar esse evento. Um evento de muita alegria, pois cresci acompanhando as incríveis histórias destes personagens. Quando era criança, nos anos 80, apesar da crise econômica que o país passava, meu pai sempre comprava 1 revista em quadrinho por mês para mim. Foi esse pequeno ato paterno que me despertou o interesse pela leitura e pelos super-heróis. Embora os heróis da Marvel também tenham participado desse momento, são os personagens da DC que moram no meu coração.

Um exemplo disso é que gostei de quase todos os filmes feitos até agora. Homem de Aço e Batman Vs Superman estão aqui na estante de casa e gosto muito dos dois. Porém, tudo o que envolve o Superman, meu ídolo, não pode ser analisado imparcialmente por mim. O filme da Mulher Maravilha, do ponto de vista do roteiro e diversão, é superior a esses dois, mas isso todo mundo concorda. E, infelizmente, Esquadrão Suicida não está no mesmo nível, embora possa ser uma boa diversão de final de fim de semana.

Liga da Justiça começa mostrando que 3 caixas maternas estão perdidas pela Terra. Elas ficaram por aqui por conta de uma tentativa fracassada de invasão das forças de Dark Side, comandadas pelo Lobo da Estepe, há mais de 5 mil anos. Agora, com a morte de Superman e o enfraquecimento das forças terrestres, o Lobo da Estepe resolveu voltar e acabar o que começou. Para tanto, ele precisa das caixas que ficaram sob a guarda dos Atlantes, das Amazonas e dos homens. Sentindo a chegada de um grande inimigo, Batman começa a procurar pessoas para montar uma equipe que seja capaz de defender o planeta.

Uma histórias simples porém bem desenvolvida. É basicamente um filme de origem que não fica muito tempo falando sobre isso. O público já conhece os personagens. Sei que a Marvel decidiu apresentar todos os membros dos Vingadores antes para um novo público, mas com a DC isso não é preciso. Todos conhece, os personagens. Superman, Batman e Mulher Maravilha tiveram seus filmes, mas Flash, Aquaman e Cyborg apareceram nessa fase cinematográfica pela primeira vez. E você sabe perfeitamente quem são e o que podem fazer.

Em comparação com os filmes anteriores a coisa aqui está mais leve. Existem toneladas de piadas e existem toneladas de cenas que foram feitas para os leitores dos quadrinhos (um presente). Mas, não vejo aqui as piadas como galhofas. São aquelas piadas que até combatentes fazem durante os piores momentos para aliviar a pressão da batalha. O Flash (muito melhor do que a versão televisiva) é o ponto principal da maior parte das piadas. E não que ele seja um piadista. É o jeito natural dele por estar totalmente deslumbrado com todo aquele mundo. Ele é praticamente nós, os espectadores, que entrou em um mundo maravilhoso de lendas e heróis e ainda não sabe muito bem como lidar com isso.

Batman deixou de ser tão amargurado como no filme anterior. Algumas pessoas estão criticando essa mudança do homem morcego. Mas, por mais que as pessoas critiquem o final de Batman Vs Superman, a experiência mudou o herói. Ele era um vigilante amargurado que respondia a tudo com extrema violência. Isso ficou um pouco para traz com a possibilidade de ter esperança, ver a bondade e altruísmo em outros heróis, ver que existe um caminho diferente. Ele ainda é o Batman, mas se permite ter confiança e, acima de tudo, agora ele tem amigos. Destaque para a piada envolvendo uma das frases mais icônicas do Batman no filme anterior.

Mulher Maravilha continua maravilhosa (perdão do trocadilho). Ela continua focada, poderosa, valente e chutando bundas. Muitos questionaram a extensão dos poderes da personagem, mas ela sempre foi digna de tamanha força. Não sei qual é o espanto da galera. Aquaman está perfeito. Fora todo o estigma que o personagem possuí, conseguiram fazer dele um heróis (ou anti herói) atormentado, bruto e pronto para a pancadaria. Nada parecido com o antigo desenho dos SuperAmigos. E o Cyborg completa a equipe como o personagem mais amargurado. Eu fiquei meio preocupado com sua participação. Lembro mais do personagem como um membro dos Novos Titãs e achei que haveriam personagens mais clássicos da liga para participar do filme, mas tudo se encaixou muito bem.

O filme é bom? Sim, é excelente. Eu pulei, dei risada e me contorci na cadeira do cinema. As lutas são bem bacanas e bem filmadas (nada de corte rápido, você sabe o que está acontecendo). Os personagens são icônicos e o entrosamento é muito bom. O arco final do filme é um exemplo de como uma equipe deve lutar em conjunto. Mas, lembre-se. São personagens de histórias em quadrinhos. São seres superpoderosos que estão ai apenas para salvar o mundo. É 100% pura diversão. Não vai mudar o universo e nem te fazer pensar nas grandes questões da vida. Você entra no cinema, senta na cadeira e apenas se diverte. Essa é a graça da coisa.

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Há muito tempo atras, em uma galáxia muito distante... É dessa maneira que começam todos os filmes da saga de ficção científica mais conhecida de todos os tempos. Star Wars teve seu primeiro filme lançado em 1977 e somos apresentados a personagens que povoam a cultura pop até hoje. Luke Skywalker, Han Solo, Princesa Leia, os alívios cômicos de C3PO e R2D2 e, acima de tudo, o vilão mais mother fucker do Universo: Darth Vader.

O filme, que ao contrário do que muitos pensam, não tinha a pretensão de ser uma história longa, acabou gerando mais duas continuações (uma perfeita e outra muito fofinha), mas que independente do nível de qualidade, serviram para sedimentar o universo criado por George Lucas em nossas mentes. O último filme, O Retorno de Jedi, foi lançado em 1983 e, aparentemente, a história estava encerrada. Mas, George Lucas queria mais. Em 1999 chegava aos cinemas a nova trilogia que tinha por objetivo mostrar acontecimentos anteriores aos dos três primeiros filmes. Infelizmente não manteve a mesma qualidade dos filmes anteriores, mas todos foram muito lucrativos.

Tudo estava parado até que a Disney comprou o universo de Star Wars de Lucas. Com a aquisição as engrenagens começaram a rodar novamente e tivemos a notícia da nova trilogia (episódios VII, VIII e IX). Em 2015 chegou aos cinemas Episódio VII - O Despertar da Força e, em 2016, tivemos um filme ambientado no universo Star Wars chamado Rogue One, onde é mostrado toda a operação para roubar os planos da Estrela da Morte (história localizada antes de episódio III). Os dois filmes foram sucessos absolutos e agora, em 15 de dezembro de 2017, chega aos cinemas Episódio VIII - Os Últimos Jedi.

Ontem foi lançado oficialmente o trailer final do filme. Mostra um pouco do que já tínhamos visto nos trailers anteriores e também muitas cenas novas. Se o que o trailer mostra realmente vai se concretizar no filme, então temos a mesma coisa que aconteceu na trilogia clássica onde o filme do meio é mais denso e pesado (sombrio). Eu gostei, mas fica um pouco de apreensão. Sinto que esse longa vai ter um final angustiante e que só saberemos a conclusão em 2019 com a chegada de episódio IX.

A Netflix vai dominar o mundo? A empresa chegou ao mundo do entretenimento apresentando um catálogo interessante de filmes e séries que não eram necessariamente lançamentos, mas pegou quem curte assistir coisas bacanas ou até mesmo que fizeram parte do seu passado. Com o tempo filmes mais novos foram sendo adicionados e hoje a empresa consegue colocar no ar produções que estavam no cinema  a pouco tempo (como os filmes Até o Último Homem e O Espaço entre Nós) e até fazer suas próprias produções. A empresa nem sempre acerta, mas tem entregado uma quantidade considerável de bons filmes e séries.

Um destes bons filmes é Onde Está Segunda? A história aqui é bem simples, porém muito familiar para a espécie humana. Em um futuro próximo a raça humana quase destruiu o clima com o uso de combustíveis fósseis e a necessidade de alimentar a superpopulação. Tempestades de areia inviabilizaram a agricultura na maior parte do mundo. Desesperados, os políticos colocaram o futuro da humanidade na mãos dos cientistas que criaram uma nova geração de plantas geneticamente modificadas que resistiriam aos extremos climáticos. Porém, embora o problema da fome tenha sido resolvido, as plantas modificadas causaram um novo problema: o aumento gigantesco de nascimentos duplos (gêmeos) e problemas genéticos. Ou seja, resolve-se o problema da fome e multiplica-se o problema da superpopulação.

Para controlar o crescimento da população é instaurada a Lei do Filho Único pela bióloga Nicolette Cayman (Glenn Close). As pessoas podem ter apenas 1 filho. Quem tiver mais terá que ficar apenas com um e entregar os outros para serem colocados em sono criogênico. A promessa é que eles ficarão dormindo até a tecnologia encontrar uma forma de adequar as necessidades da população à quantidade de recursos naturais.

É nesse contexto que conhecemos Terrence Settman (Willem Dafoe) que acaba de saber que a filha morreu ao dar a luz à 7 filhas. Desesperado e não querendo entregar seis das meninas para o Departamento de Alocação Infantil, ele cria um plano para manter todas. Ele vai criar elas como se fossem apenas uma e cada uma tem o direito de sair em um dia da semana e viver parte de uma mesma vida. Para facilitar o trabalho ele batiza cada uma das meninas com o seu respectivo dia da semana. E assim as meninas, vividas pela atriz sueca Noomi Rapace, vivem a vida de Karen Settman, sendo que cada dia da semana uma delas sai de casa com essa identidade. Tudo funciona muito bem durante 30 anos até que Segunda Feira não volta para casa um dia. O filme se desenvolve com a tentativa das seis remanescentes tentando achar a irmã desaparecida. 

O filme tem a velha forma do trilher de ação em uma busca desesperada pela verdade. No caminho vamos descobrindo que, mesmo idênticas geneticamente, as irmãs possuem personalidades bem diferentes e cada uma tem algo a oferecer para o caminho que estão seguindo. Porém, o roteiro inova ao não seguir a linha tradicional desse tipo de filme e mostrar que nenhum personagem, por mais importante que seja, está livre de ser poupado. O final é muito bacana e mostra verdades que você realmente não espera.

Um filme de ação, com uma pitada de suspense e mistério. Vale a pena dar uma olhada. Um bom entretenimento. Onde está Segunda? já está disponível na Netflix. Não perca tempo.