Pular para o conteúdo

1

Olá pessoas, estamos aqui com mais um episódio de nosso podcast Sons da Gruta. Nesse quinto episódio o papo é voltado novamente para a fotografia. Convidei o Rafael para um bate papo sobre o percurso tortuoso de começar no mundo da fotografia. São diversas dúvidas que começam sobre qual equipamento comprar e vai até a área em que você quer atuar, seja na fotografia profissional ou na fotografia amadora. Se você está no começo desta estrada então vale a pena dar uma olhada (ou ouvida) nesse podcast.

Agradecemos a todos que estão seguindo o programa e se você tem dicas, sugestões de temas, dúvidas sobre os assuntos tratados, puxões de orelhas, é só mandar um e-mail para gilsonlorenti@gmail.com

Quem vem até o site para ouvir o programa, já deve ter notado que algumas coisas mudaram. Vários projetos fotográficos vão começar por aqui e muita coisa bacana está por vir.

Quer me seguir nas redes sociais? Então é só ir até os links abaixo.

- Twitter
Instagram (fotografia sensual)
-Instagram (fotografia social)
Facebook
Site

E o tema dos direitos autorais continua muito presente dentro da fotografia. Depois de várias confusões, processos e denúncias durante o ano de 2017, e começo de 2018, agora temos uma nova notícia em relação a isso. O Google, o gigante das pesquisas na internet, e o Getty Imagens, um dos maiores bancos de imagens da internet, lançaram uma iniciativa para proteger o direito autoral do fotógrafo na internet. Interessante notar que tudo começou com uma treta legal nos Estados Unidos.

A Getty Images acusou o Google de atitudes anti-competitivas nos Estados Unidos para com a comercialização de fotos de alta resolução. E o que isso quer dizer? Bem, acho que todo mundo aqui conhece o Google Images. Através dessa aba do serviço de pesquisa é possível encontrar as mais diversas imagens, com as mais variadas resoluções, espalhadas pela internet. Com as palavras certas em cada pesquisa é possível encontrar centenas de imagens de propriedade da Getty Images sendo distribuídas gratuitamente na web. Como o negócio da agência é vender imagens de alta resolução, o Google estaria facilitando a distribuição ilegal dessas imagens.

Claro que o intuito do Google não é fazer nada ilegal, mas o ser humano é craque em utilizar a tecnologia para atividades ilícitas. Dessa forma o Google entrou em uma parceria com a Getty Images e se propôs a endurecer as regras para as buscas de imagens. Através dessa atitude o processo judicial foi interrompido e agora as duas empresas são parceiras. E o que vai acontecer de efetivo? Em breve novas políticas de utilização do Google Images estarão entrando em vigor. O botão de Visualizar Imagem não estará mais disponível para fotos em alta resolução e os avisos sobre a possibilidade de existência de direitos autorais nas imagens estará muito mais evidente nas pesquisas.

Fora isso a Getty Images firmou uma parceria que permite ao Google utilizar suas imagens em seus empreendimentos e produtos. O que não ficou claro é o que seria uma imagem em alta resolução para a empresa. Esse limite não foi determinado ainda. O cerco à utilização indevida de imagens está se fechando cada vez mais. Bom para quem vive disso, e não tão bom para quem utiliza essas imagens em pequenos projetos ou blogs pessoais.

Olá pessoas, tudo bem. Olha só isso caindo aqui sem aviso. Semana passada decidi começar a produzir um podcast para meu site de fotografia. Coisa bem crua. Estou começando agora e ainda estou aprendendo as manhas da edição de áudio. Então, depois de pensar muito, achei que misturar o podcast com o site de fotografia não iria combinar muito, além do fato de querer falar de outras coisas além de fotografia. Então achei que o blog seria mais interessante para ser o local de moradia para essa nova empreitada.

O podcast de hoje, que agora se chama Sons da Gruta, é o segundo e o tema é voltado para meus alunos de fotografia. Todo mundo sabe que o algoritmo do Facebook deu uma nova endurecida para com as páginas comerciais em 2018 e se você quiser continuar aparecendo com suas postagens será necessário pagar para o tio Zuck. Então, a melhor maneira de manter um marketing digital bacana é a integração entre facebook, site/blog e Instagram. No programa de hoje estou falando o básico para montar um blog de fotografia e se livrar das amarras do facebook (pelo menos parcialmente).

Nesse programa você vai aprender que existem opções gratuitas e pagas, que o Google é seu pastor e nada lhe faltará e que o importante é saber escrever.

Duração de 37 minutos. É só clicar no play.


Links citados no post:

Gostou do programa?Continue seguindo o site. Toda segunda feira um episódio diferente para vocês. Semana que vem a gente continua esse papo e falamos da integração de site, facebook e instagram para fotógrafos.

Dúvidas, sugestões e correções podem ser enviadas para o e-mail gilson@meiobit.com. Aproveite nossos cursos de fotografia, tanto introdução quanto avançados,  comece a fotografar hoje mesmo. Aulas presenciais e por Skype. Clique aqui e fique sabendo mais.

Os fotógrafos brasileiros estão finalmente descobrindo que a fotografia pode ser utilizada para defender suas mais variadas causas. Quando você coloca conteúdo em sua imagem ela deixa de ser uma simples foto e passa a ser algo mais. Em alguns casos ela se torna arte, em outros apenas um efetivo e competente meio de comunicação.  Pensar um ensaio fotográfico com conteúdo é o primeiro passo para se livrar das amarras do tecnicismo na fotografia e finalmente se sentir livre. Mas, nem sempre concordamos com a mensagem.

Hoje decidi colocar a mão em um vespeiro. Nos últimos tempos temos visto as mais variadas causas sendo defendidas pelos chamados SJW (Guerreiros da Justiça Social). São pessoas que defendem sua visão de um mundo "mais justo" com unhas e dentes, mesmo que essa visão não seja tão justa assim, Uma das vertentes é a que luta contra a gordofobia. Isso mesmo, contra o preconceito contra pessoas gordas. Esse preconceito existe? Sim, claro, passei por ele a minha vida inteira, mas ele não me impediu de fazer faculdade, estudar fotografia e atingir meus objetivos. Na verdade, a obesidade, e não o preconceito, é que limitam minha vida.

Na semana do Natal, o fotógrafo  Israel Reis publicou em seu instagram um projeto fotográfico que tem por objetivo discutir a miscigenação e a questão da gordofobia. Para isso, realizou um ensaio fotográfico com bailarinas plus size (mulheres brancas e negras) em uma antiga fazenda que foi construída durante o período da escravidão no Brasil. Uma das modelos foi sua própria esposa, que é uma das dançarinas plus size da cantora Anita. O ensaio se chama "Mulheres, miscigenadas, gordas e felizes". Segundo o fotógrafo, o objetivo do ensaio fotográfico era debater o preconceito. Veja abaixo uma das imagens deste ensaio.

Que existe um preconceito contra gordos na sociedade isso é real. O ser humano não gosta muito daquilo que foge da normalidade vigente. Mas, o fato de ter o direito de não ser prejudicado simplesmente por conta de sua forma física não quer dizer que devemos aceitar a obesidade mórbida como sendo normal. Isso é um caso de saúde pública. É ótimo ver todo mundo dizendo que se aceita e se gosta, mas a saúde está sendo prejudicada e esse tipo de campanha ou mensagem pode levar outras pessoas a pensarem que esse estado físico é normal. Não é. Junto com a obesidade temos todos os tipos de problemas como diabetes, hiper tensão, problemas cardíacos e respiratórios, distúrbios do sono, etc. Muitos podem dizer que são gordos e não possuem esses problemas, mas isso é só temporário e enquanto for jovem. Um dia o preço vai ser pago.

Ser obeso não é normal. Procure um endocrinologista e um nutricionista. Comece uma dieta balanceada. Crie uma rotina de exercícios. Perca peso. Não é impossível. Todo mundo é capaz, só é preciso a força de vontade. Sua vida vai mudar, sua disposição vai aumentar e você vai perceber que a vida pode oferecer muito mais do que você têm.

direito autoral internet

Direito Autoral é um tema cada vez mais em destaque em tempos de internet e redes sociais. De um lado temos fotógrafos desesperados para protegerem suas obras utilizando marcas d'água cada vez maiores e sistemas que desabilitam o botão de copiar nos navegadores, e do outro temos os usuários da internet que se utilizam das imagens encontradas no google para fazer montagens, cartazes e utilizar em blogs. A maior parte destes usuários não tem o minimo conhecimento da legislação de diretos autorais e não faz isso por maldade. Mas, toda obra intelectual, inclusive fotografias, estão protegidas pela Lei e devem ser respeitadas. Estar na internet não quer dizer que é público. Sempre possui um dono.

Mas, as vezes o caso se torna um pouco mais complicado e você percebe que o tal jeitinho brasileiro pode existir em várias partes do mundo. Veja esse caso que aconteceu na Suíça. A "fotógrafa" Madeleine Josephine Fierz foi desclassificada de dois concursos fotográficos onde havia ganhado prêmios por ter se utilizado de fotos de outra pessoa.

A imagem em questão, que está no início do texto, foi feita pelo fotógrafo tailandês  Sasin Tipchai que a colocou no site Pixabay com licença  CC0. E o que isso quer dizer? Nas palavras do próprio Creative Commons:

"A pessoa que associou um trabalho a este resumo dedicou o trabalho ao domínio público, renunciando a todos os seus direitos sob as leis de direito de autor e/ou de direitos conexos referentes ao trabalho, em todo o mundo, na medida permitida por lei. Você pode copiar, modificar, distribuir e executar o trabalho, mesmo para fins comerciais, tudo sem pedir autorização."

Porém, mesmo com a foto sob essa licença você não pode dizer que ela é de sua autoria. E foi o que Madeleine fez. Ela baixou a foto, fez algumas modificações via software e apresentou a imagem como sendo de sua autoria para os concursos Moscow International Foto Awards (MIFA), onde ficou com o primeiro lugar, e o Fine Art Photo Awards onde conseguiu a 2º colocação. Assim que o resultado dos dois concursos vieram à público o verdadeiro autor da foto se manifestou e ela acabou perdendo os dois prêmios.

Segundo ela, em sua compreensão, o fato de ter feito modificações digitais nas fotos lhe conferia a autoria das mesmas. Infelizmente a totalidade dos concursos de fotografia exige que a autoria seja da pessoa que enviou a foto. Se ela realmente pensa isso ou se tentou ser "esperta" nunca vamos saber. Mas, se a internet propicia que imagens sejam utilizadas sem autorização, ela também permite que sejam descobertas esse tipo de situação.

megapixels

Quando a fotografia digital começou, tudo era novidade e a tecnologia ainda era básica. Havia muita coisa para ser desenvolvida e cada geração de câmeras daria um salto significativo de vista tecnológico. Esse desenvolvimento mostrou aos fabricantes de câmera que seria possível levar o consumidor a trocar de câmera constantemente, para sempre estar com um equipamento mais moderno. Porém, a característica que os levaram a alardear como motivo para a troca de câmeras foi a resolução do sensor fotográfico. Por conta disso começou uma disputa para ver quem apresentava a câmera com mais megapixels. Esse momento da história da fotografia nós costumamos chamar de guerra dos megapixels.

Resolução da sua câmera digital é uma característica técnica que tem relação apenas com o tamanho máximo de impressão da imagem em papel. Somente isso. Na verdade, na maior parte dos casos, uma quantidade elevada de megapixels pode até ser prejudicial para a qualidade de imagem. Veja como isso acontece no vídeo abaixo.