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E quando você percebe que um disco que gosta muito está completando 30 anos? Motivo para alegria, relembrar todas as músicas e, inevitavelmente, se preparar paras as edições especiais que serão lançadas para sugar o seu dinheiro. Não poderia ser diferente com o Guns N' Roses.

...continuar lendo "Guns N’ Roses volta às paradas de sucesso"

E foi lançado em 1988 o disco que se tornou o divisor de águas na carreira do Metallica. O disco ...and Justice for all mostrou uma banda com sonoridade nova e uma postura nova também. Mas, tudo só foi possível depois de uma tragédia. Ouça o episódio e fique sabendo um pouco da história desta grande banda.

...continuar lendo "Sons da Gruta #012 – 30 anos depois de …and justice for all"

Olha só pessoas, estamos atrasados, mas o número #007 do Sons da Gruta acaba de chegar. Essas últimas duas semanas foram muito corridas por conta da mudança e não consegui colocar esse volume do nosso podcast no ar antes. Hoje eu e o Rafael vamos falar de bandas que gostamos elegendo os álbuns bons e ruins de cada uma. Um papo de boteco entre amantes da música pesada e que começaram nessa estrada com uma década de diferença (ou mais). Aliás, a diferença de idade é até bacana para mostrar as diferentes influências de estilos dentro do rock pesado.

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Qual estilo de música determinou a sua vida? Alguns não pensam nisso, pois gostam de tudo um pouco, mas minha vida foi determinada pelo Heavy Metal desde os 14 anos de idade. E agora, nesse quarto episódio do Sons da Gruta, vou falar um pouco para vocês sobre os 5 discos de Heavy Metal que foram importantes em minha adolescência e simplesmente mudaram meu gosto musical. Aprenda nesse podcast o que eram lojas de disco, como eram as fitas K7 e a importância dos amigos para o desenvolvimento do seu gosto musical.

Programa rapidinho, apenas 30 minutos. Venha comigo nessa viagem musical.

 

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Sim, os mestres do Heavy Metal estão de volta. Sinceramente, não sou o fã de carteirinha do Judas Priest. Muita coisa que eles fizeram eu não gosto, mas tenho alguns álbuns da banda como preferidos aqui na estante. Não podemos deixar de citar Painkiller (disco que moldou o caráter de uma geração) e o  British Steel que possui a música Breaking the Law, uma composição quase perfeita.

Porém, nem tudo são flores para a banda. Eles acabaram sofrendo do mesmo problema do Iron Maiden. Em um dado momento o vocalista ficou de saco cheio e saiu da banda. O Judas encontrou um novo frontman (Tim "Ripper" Owens), que era bacana, mas não segurou o rojão junto aos fãs. Já Robb Halford começou sua carreira solo com uma banda muito parecida com o Judas e depois enveredou por muitas bizarrices musicais. Logo ficou claro para as duas partes que ninguém iria ganhar dinheiro como antes e decidiram voltar a tocar juntos com aquela velha história de que a música falou mais alto.

Depois disso lançaram um disco que parecia ser o retorno da banda nos trilhos (Angel of Retribution em 2005) e dois outros álbuns que ficaram um pouco abaixo do que a galera estava esperando (Nostradamus em 2008 e Redeemer of Souls em 2017). Agora eles estão prestes a lançar um novo disco chamado Firepower e algo parece ter mudado, ou simplesmente voltado ao que era. Provavelmente alguém deu um toque para eles que a coisa estava degringolando e que era necessário uma volta às raízes para garantir o dinheiro dos boletos.

Então nos chega agora o clipe da música Lightning Strike onde podemos ver o Judas Priest em sua velha forma. Vejo aqui uma sonoridade anterior ao Painkiller, antes da influência da música americana. Puro e velho Heavy Metal Britânico. O disco chega às lojas no dia 9 de março e mal posso esperar para ouvir todas as faixas. Preparem-se para as guitarras rasgadas de Glenn Tipton e Richie Faulkner, a bateria ensandecida de Scott Travis, o baixo raivoso de Ian Hill e a voz do Deus (ou Deusa) do Metal  Rob Halford.

O Manowar sempre foi uma banda zoada, principalmente no começo da carreira. Eram 4 caras com corpo besuntado de óleo, roupas que lembravam os quadrinhos do Conan e uma temática de morte aos falsos (seja lá o que isso queira dizer). Tudo muito engraçado e, por quê não, gay. Mas, eles pagavam de machões, andavam em suas motos e se diziam os arautos do verdadeiro Heavy Metal. Vejam a foto abaixo e tirem suas próprias conclusões.

Mas, a música dos caras são muito legais. Um Metal simples e direto, sem firulas, com nível técnico até limitado, mas empolgante. Resumindo, sou fã da banda, embora tenha várias críticas quanto há alguns posicionamentos da galera.

Quando era moleque, no começo de minha grande jornada no mundo do rock, tive em minhas mãos o vinil do álbum Fighting de World que foi lançado em 1987. E digo que foi uma mudança gigantesca em minha cabeça. Foi o primeiro disco desse tipo de música que tive acesso e algumas das composições do álbum são avassaladoras. O lado B do disco é absolutamente perfeito com 3 músicas incríveis: Defender, Holy War e Black Wind, Fire and Steel.

A música Defender começa com um dedilhado épico na guitarra e um discurso feito por  Orson Welles. O disco foi lançado em 1987, dois anos depois da morte de Welles, mas temos aqui sua voz imortalizada. Essa é, sem dúvida, a música que define, para mim, o que é o Manowar.

O lado A do disco é menos épico, mas possui composições muito legais, como a faixa título e Carry On. Aliás, essa última seria uma composição que nunca esperaria encontrar em um disco da banda. O ritmo é muito alegrinho, quase uma música Glam Rock. Mas, é muito boa e desafio qualquer um a não aumentar o volume quando ela começa.

O disco que tive em mãos era emprestado. Antes de devolver gravei uma fita K7 que se perdeu com o tempo. Quando as primeiras lojas de CD apareceram na cidade achei uma que aceitava encomendas. Sabia que o disco não tinha sido lançado oficialmente no Brasil e todas as cópias seriam importadas. Mas, disse ao vendedor que queria pedir o CD e não importava o preço. Só duas vezes na vida fiz isso.

Se você gosta desse estilo de música, então Fighting de World é uma produção para ter em sua coleção. É só não ligar para esse bando de homens besuntados em óleo e com cara de mal.

P.S. A capa do disco foi desenhada por  Ken Kelly que foi responsável por desenhar algumas revistas em quadrinhos do Tarzan e do Conan. O artista também trabalhou com artes para bandas como Rainbow e Kiss.